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Todos os anos uma infinidade de casais dizem adeus. Por que tantas
separações? Imaturidade, egoísmo, decepção,
escolhas insensatas. Certamente o casamento não é
um mar de rosas e as estatísticas nos demonstram que triplicaram
os naufrágios matrimoniais desde a implantação
do divórcio.
A instituição do casamento vem passando por mudanças.
As pessoas continuam querendo se casar, apesar de hoje serem muito
mais exigentes no amor. Nem o casamento e nem a família
estão em crise. A sociedade é que dita novas normas
de comportamento, de acordo com as necessidades.
Geralmente, uma separação não é um
mero capricho. É um ato pensado, principalmente quando
existem filhos no contexto desta história. Mas, então
quais são os motivos que levam à ruptura de tantas
uniões? Percebe-se, muito claramente, que o egoísmo
vem dominando, a cada dia um número maior de pessoas coloca
a realização profissional e pessoal em primeiro
plano.
São muitos os conflitos que podem provocar uma crise no
casamento, os mais freqüentes são:
· Rotina:
Uma relação morna e desinteressante onde
não existe esforço de ambos para o reaquecimento
está fadada ao fracasso. É bom sempre lembrar que
o outro não tem a obrigação de adivinhar
os nossos desejos. Diálogo franco e aberto, amor e muita
predisposição são táticas para aparar
as arestas.
· Escolhas insensatas: Quase
sempre essas escolhas são feitas pela atração
física que está diretamente ligada à paixão.
Não basta, é preciso também que haja compatibilidade
cultural, que compartilhem sonhos, novos projetos e que falem
das suas angústias e inquietações.
· Egoísmo: Faz parte
da natureza humana querer dar e receber na mesma proporção.
Quando essa troca de afeto, carinho e compreensão não
acontece na mesma medida, poderá ocorrer o desencanto e
a frustração.
· Comunicação:
A falta de diálogo e a soma dos ressentimentos têm
o poder de deteriorar um relacionamento amoroso. É imprescindível
sinceridade e clareza nas palavras para minimizar os conflitos.
· Decepção:
No início de uma união é comum as pessoas
darem o melhor de si, de se mostrar como imaginam e gostariam
de ser. Com o passar do tempo, o outro passa a ver o ser amado
como ele realmente é. Muitas vezes com mais defeitos do
que virtudes. Nesta hora é preciso sempre lembrar que a
perfeição não existe. Somos seres imperfeitos.
É necessário trabalhar a aceitação
do outro, para manter um relacionamento harmonioso e feliz.
Marlene
Heuser
Consultora de Relacionamento Amoroso, palestrante, diretora da
agência de relacionamentos Golden Years e colunista do Portal
Tudo Paraná da Rede Paranaense de Comunicação.
Email: marlene@goldenyears.com.br
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